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Jose Almeida - Land RoverLand Rovers May 28 Catalogos para venda - Sales brochures for saleLista de catálogos LR para venda - List of Land Rover Sales Brochures for sale:
April 17 Museu da Miniatura Automovel - Exposição Land Rover
Nascido quase por acaso, de uma situação imposta pela necessidade de ocupar provisoriamente as fábricas do Grupo Rover após o fim da Segunda Guerra mundial, enquanto este preparava o lançamento de novos modelos, um novo veículo conhecido por Land Rover foi desenvolvido quase que em segredo, com base no “Jeep” então utilizado pelas forças militares Americanas. Inicialmente promovido como sendo um veículo capaz de substituir o tractor agrícola, o Land Rover mereceu desde logo uma enorme aceitação por parte dos mais variados tipos de utilizadores, como se veio a demonstrar pelas ínumeras adaptações efectuadas ao longo dos seus quase 60 anos de história, até aos nossos dias…
Recuando um pouco na história, e após cerca de (apenas) doze meses de desenvolvimento, o novo veículo foi oficialmente lançado no Salão de Amsterdão de 1948, tendo causado um enorme entusiasmo devido às suas características técnicas invulgares e às superiores capacidades de todo-o-terreno. Cerca de dez anos após o seu lançamento, período durante o qual foram vendidos quase 250.000 exemplares, a marca introduziu diversas alterações mecânicas e estéticas no veículo, fazendo com que este fosse denominado de Série 2, tendo o modelo original passado a ser conhecido como Série 1 .
Quase coincidindo com os 25 anos de produção, e com cerca de um milhão de unidades vendidas em todo o mundo, em 1971 foi lançado o último dos chamados “Séries”, o Série 3. Apesar de mais refinado que os seus antecessores, o novo Land Rover manteve toda a sua personalidade e polivalência, o que fazia com que estivesse igualmente à vontade num ambiente de trabalho ou em actividades de recreio e lazer. Este modelo manteve-se em produção até 1985, ano em que foi finalmente substituído pelos Land Rover 90 e 110, e posteriormente (em 1990), pelo que hoje conhecemos como “Defender”, que continua a ser o verdadeiro “herdeiro” do veículo original em termos de conceito e capacidade de circular nos terrenos mais exigentes.
Desde a criação do modelo inicial, e ao longo da sua história foram sendo desenvolvidas múltiplas versões, que deram origem à gama de aplicações mais alargada e polivalente alguma vez vista num veículo automóvel, como eram os casos das versões agrícolas, militares, combate a incêndios, forças de segurança, assistência e socorro, apoio médico, oficinas móveis, etc. Ao percorrer as vitrinas deste espaço, poderá apreciar os vários modelos produzidos, desde o Série 1 de 1948 até ao Série 3 do início dos anos oitenta, nas mais diversas versões e utilizações, e constatar a imensa versatilidade deste admirável veículo.
No entanto, e apesar de todo o sucesso obtido até então, em 1970 dá-se outro acontecimento que viria a mudar para sempre o panorama dos veículos 4X4 e do próprio mercado automóvel. É lançado ao público o segundo modelo patente nesta exposição, que dá pelo nome de Range Rover. À data do seu lançamento o Range Rover provocou a admiração de todo o público, e criou um conceito automóvel totalmente novo e revolucionário, que aliava às capacidades de todo-terreno incomparáveis, um conforto para os passageiros e uma polivalência até então inimagináveis. Baseado nas suas características únicas e constante desenvolvimento, o Range Rover foi ganhando ao longo dos tempos um estatuto de todo-terreno de luxo, e um prestígio ainda hoje difícil de igualar por qualquer outro veículo. Para o provar está o facto de ter sido até hoje, o único veículo automóvel a estar exposto no Museu do Louvre em Paris como obra de arte. Aqui estão representadas algumas das principais versões produzidas, desde o modelo original de 1970, até ao que está actualmente em produção, passado pelas conversões a veículo de polícia, que foram sendo sucessivamente utilizadas por diversas forças policiais em vários países.
Ao longo de toda a exposição, poderá encontrar ainda alguns objectos e acessórios conhecidos na gíria como “memorabilia” que complementam as miniaturas apresentadas, e que mostram diversos momentos e aspectos da evolução destes modelos da marca. As miniaturas bem como os diversos objectos agora expostos neste Museu, além de representarem uma forma de cultura com carácter lúdico, são igualmente o reflexo da multiplicidade de utilizações deste veículo mítico que chegou aos cinco continentes, e que se estima tenha sido o primeiro veículo automóvel visto por muitos milhões de pessoas em todo o mundo.
E agora, espero que aprecie a exposição daquele que é o “veículo mais versátil do mundo”…
José Almeida Visita à Fábrica da Land Rover
Em ano de celebração dos sessenta anos da Land Rover, que melhor oportunidade para fazer uma visita guiada à mítica fábrica de Solihull, de onde saíram até hoje a quase totalidade dos 4 milhões de unidades já produzidas. No primeiro contacto visual impressiona a dimensão do complexo fabril e dos enormes parques de estacionamento onde os veículos já prontos esperam para serem enviados para os quatro cantos do mundo. Por curiosidade refira-se que de todos, o Freelander 2, o único modelo da marca a ser produzido fora destas instalações (é produzido em Halewood), devido ao facto da marca pertencer ao grupo Ford. Já dentro da fábrica somos recebidos pelo responsável da área de produção que depois de dadas as obrigatórias instruções de segurança, nos conduz até à linha de montagem do Defender. Por curiosidade refira-se o pedido feito para que retirássemos relógios e outros objectos do género, para não riscarmos a pintura dos veículos, facto que poderia implicar a rejeição dos mesmos. A qualidade a isso obriga… Desde logo ficamos impressionados pelo ainda elevado carácter manual da montagem deste veículo, mas também pelo sincronismo das operações e pelo profissionalismo e orgulho demonstrado por todos quantos ali trabalham. Sente-se o peso da história da marca de que o Defender é ainda o verdadeiro sucessor. As semelhanças com os processos empregues noutras épocas são evidentes e algumas das peças hoje utilizadas provêm ainda dos míticos Séries 2 e 3. Actualmente saem diariamente da linha de montagem 120 veículos de todas as versões para cerca de 150 países. No final da montagem os Defender são conduzidos a área de verificação e inspecção de qualidade comum aos Range Rover de onde são conduzidos para o parque de expedição. Por falar em Range Rover, sentimo-nos dar um salto no tempo tal é a diferença tecnológica entre os veículos e entre as próprias linhas de montagem. Do trabalho manual no Defender passamos aos sofisticados robots utilizados na montagem do Range Rover e nesta, podemos constatar uns níveis de sofisticação e qualidade só comparáveis aos do próprio modelo. Continuando com a visita fomos depois às zonas de fabrico e montagem de eixos, caixas de velocidade, transmissões e às prensas de fabrico dos diversos painéis de carroçaria. Nesta última sentimos como se estivéssemos debaixo de uma enorme tempestade tais eram a vibração e o ruído causados por estas modernas máquinas com uma altura equivalente a um edifício de 6 andares. Para terminar ainda houve tempo para ver a unidade de pintura, por sinal das mais modernas do mundo, onde são pintados todos os veículos aqui produzidos. Já a caminho da saída fomos levados a ver alguns dos edifícios da fábrica contemporâneos do Série 1 que iniciou a história da marca em 1948, e veio ao decima novamente um leve cheiro a história...
Porém a visita não acabou aqui, pois de seguida fomos ao centro de condução da Land Rover Experience situado junto à fábrica, e que a marca designou de “Home of the Legend” ou “Casa da Lenda”, e percebe-se bem porquê. Neste centro, reside o primeiro circuito de condução todo-o-terreno criado pela marca, e a loja com os artigos da Land Rover Gear, que nos permitiram fazer o resto da visita vestidos a rigor… A adrenalina aumentava à medida que se aproximava o momento em que iríamos conduzir os novos Defender e Range Rover TDV8 colocados à nossa disposição, mas antes havia que receber as já habituais indicações de segurança por parte dos monitores, sobre como retirar o máximo partido dos veículos.
Começamos pelo Defender, que apesar do evidente ar de família, mostra algumas alterações estéticas e mecânicas face ao seu antecessor. Em termos construtivos pouco foi alterado mas em condução nota-se desde logo o funcionamento mais silencioso do novo motor Turbo Diesel, sempre muito elástico e com uma resposta rápida mesmo em baixas rotações, em parte ajudado pela nova caixa de seis velocidades. De todas as características que tornam este Defender um caso único dos 4X4, destaca-se o novo sistema electrónico que impede que o motor se “vá abaixo”, mesmo em subidas com uma pendente elevada, proporcionando evidentes benefícios em termos de condução e segurança dos sistemas alimentados pelo motor; direcção, travões, etc. Embora ajudados pela electrónica, é espantosa a facilidade com que este veículo ultrapassa as dificuldades criadas pelos obstáculos da pista, e apesar de algo duro, ficamos rendidos às suas capacidades dinâmicas. Findo o percurso é chegado o momento de conduzirmos o Range Rover e aí o cenário muda radicalmente de figura. A elegância do interior, o conforto a bordo e a electrónica transbordam e tomam conta de nós, mais parecendo estarmos num salão de luxo do que num automóvel. Depois de seleccionado o modo do “Terrain Response” adequado às condições do terreno, iniciamos o percurso num silêncio quase absoluto tal é o baixo nível de ruído do motor. O conforto da suspensão pneumática e a electrónica extremamente sofisticada parecem fazer com que o veículo flutue sobre os obstáculos da pista, alguns deles de elevado grau de dificuldade, nomeadamente o curso de água com cerca de 600 milímetros de profundidade. A paisagem e a dificuldade da famosa “Jungle Track” são de tal ordem que actualmente são aqui fotografados alguns dos catálogos de vendas da marca, sem que seja necessário fazer deslocações a locais exóticos como a floresta tropical. No final desta experiência fenomenal de condução do líder incontestado dos TT de luxo, não nos restava outra opção senão entregar as chaves e “regressar à terra”, ou neste caso, à estação de comboios para empreendermos a viagem de regresso a Portugal. Para os apaixonados da marca, este é sem dúvida o local ideal para se ter contacto com a sua história e conduzir alguns dos veículos TT mais emblemáticos do mundo, mas para tal assegure-se que leva o cartão de crédito bem recheado… Em ano de aniversário, esta era sem dúvida a melhor prenda que a marca nos poderia oferecer, mas não deveria ser ao contrário? Então resta-nos dizer: parabéns Land Rover. |
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